quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Enepe 2012


RESUMO DO TRABALHO APRESENTADO NO ENEPE - 2012
 Título: A TERAPIA MANUAL NO TRATAMENTO DA CEFALÉIA
 
Relato de Caso
 
Introdução: A cefaléia caracteriza-se como qualquer dor referida no seguimento cefálico e consiste de um conjunto de sinais e sintomas que envolvem o seguimento cervical e craniano acometendo cerca de 90% da população em geral. A terapia manual utiliza técnicas de manipulação, mobilização e exercícios específicos, visando estimular a propriocepção, melhorar a elasticidade dos tecidos aderidos, estimular a produção do líquido sinovial e promover a redução da dor. O trabalho teve como objetivo descrever o efeito de um protocolo de técnicas de terapia manual para a recuperação funcional dos movimentos da cervical em pacientes com cefaléia. Material e Métodos: Participou do estudo um paciente com diagnostico de cefaléia, sexo feminino, 37 anos, operadora de caixa, casada, um filho, residente na cidade de Tupi Paulista/SP. Foram aplicados dois questionários: (EGDC-Br) (Escala graduada de dor crônica)  para avaliar o grau de dor crônica, sua intensidade e interferência na vida do paciente na avaliação inicial e a (EVA) escala visual analógica  no decorrer do tratamento para avaliar a dor durante as sessões de tratamento com terapia manual. E para a medida das amplitudes de movimentos cervicais foi utilizado o goniômetro. Foram realizadas 10 sessões individuais de terapia manual, de 60 minutos, 2 vezes por semana. O protocolo de terapia manual incluía: manobras preparatórias de pompages, diafragmática, lombar, global e nos músculos da região cervical; técnicas articulatórias cervicais (mobilização e tração) e mobilização do plano fascial anterior e posterior. Resultados e Discussão: Os movimentos cinético-funcionais apresentaram mudanças graduais e progressivas de acordo com a realização das sessões, no movimento cervical de flexão pudemos constatar uma melhora de 12º, na extensão 4º, na rotação direita e esquerda 3º, na inclinação direita 8º e na inclinação esquerda 9º. Com relação à dor durante a palpação, a partir do 5º sessão o paciente não apresentava os pontos dolorosos na musculatura da região cervical e os valores de EVA foram zero. Após as 10 sessões de tratamento houve aumento da amplitude pós-tratamento para os movimentos cervicais e eliminação do quadro álgico. Conclusão: A Terapia Manual foi efetiva no aumento da amplitude articular da região cervical e redução da dor no paciente com cefaléia.

Palavras-chaves: Cefaléia. Terapia manual. Cervical.

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